quarta-feira, 4 de setembro de 2013

War Of Fifty - Prólogo


Prólogo


         Saria descia as escadas do vestiário do War Of Fifty onde os guerreiros das vinte e cinco nações se enfretavam mutualmente a cada ano. Ela sempre quisera participar do torneio, desde que tinha nove anos de idade, afinal no planeta de Zmik, quando alguém vencia a War Of Fifty ele elevava seu colar de amuleto passando para um novo nível de poder.
            Ela ainda não acreditava que estava lá, ainda não tinha realmente pensado como seria lutar nas preliminares do torneio e o que faria se ganhasse, mas havia feito uma promessa á um amigo que já não estava mais naquele mundo, e teria que cumpri-la ela querendo ou não.
             Enquanto virava no segundo lance de escadas em um corredor escuro sem qualquer tipo de iluminação ao redor das paredes, fazendo assim com que só faltassem mais dois para a Arena, seus cabelos loiros compridos até as omoplatas bateram em suas costas, fazia tempo que precisava cortas os fios emaranhados loiros da cabeça, mas não teve tempo nos últimos meses, já que estava treinando para o torneio, e estava tão desarrumada que até mesmo ela não se reconheceria uma garota se não soubesse o que estava abaixo da armadura dourada, que mostrava que ela era uma guerreira de Luz.
             "E por sinal" pensou a garota "não acredito que uma batalha como essa vai acontecer comigo logo nas preliminares, uma guerreira de Luz contra um de Trevas." e com um sorriso de canto na boca vermelha de batom e com os olhos em preto pela maquiagem se fechando sobre seu rosto de dezoito anos, concluiu o pensamento. "O destino realmente é poderoso, e principalmente imprevisível".
              Ela tinha acabado de descer mais um lance de escadas e agora só faltava mais um lance de degraus cinza claro.
              Agora já era possível observar as luzes da Arena e ouvir os sons que vinham do lado de fora do corredor sombrio.A plateia gritava em euforia enquanto outra dupla de combatentes lutavam no Campo de Batalha e um Juiz narrava os fatos como se todos ali fossem cegos e só pudessem se provir da audição para se divertir, o que era uma completa mentira.
              Os jovens que estavam no Campo, percebeu Saria ao sair das escadas, eram um guerreiro de Fogo e o outro era um Elétrico.
              O de Fogo parecia se chamar Torb pelo que escutara do narrador do combate, ele tinha óculos grandes que faziam seus olhos parecem dois grandes olhos se serpente, tinha cabelos ruivo-claros e luvas na mão, sem contar, é claro o colar vermelho que dava o controle aos guerreiros enquanto lutavam.
             O Elétrico Saria não conseguiu ouvir nem o nome e nem reparar nele.De algum modo, mesmo apenas desviando das faíscas que o guerreiro lançava, Torb chamava a atenção para ele.Parecia que tudo estava calculado em sua mente e que tudo aquilo não passava de uma brincadeira.
             E então foi quando ele venceu a luta. O guerreiro Elétrico lançou um ataque "Mega Thunder", uma rajada de faíscas que iam em direção a Torb rapidamente. E o garoto ficou parado apenas mexendo os olhos e a boca como se estivesse calculando o tempo que levaria para escapar daquele golpe.
             Quando o "Mega Thunder" chegou próximo o suficiente do jovem, ele saltou, girando no ar e aterrissando suavemente no solo enquanto, no mesmo instante, se abaixava e lançava um ataque "Corrosão de Magma" que fez com que uma corrente vermelha de rochas se arrastasse em direção ao rival como uma cobra, e quando o encontro do outro lado da Arena uma torrente de fogo e rochas se elevou do chão.
             O garoto, que voara com o golpe, caiu no concreto da Arena com marcas vermelhas no rosto e nos braços, mas ainda respirava, não estava morto.Isso fez com que Saria soltasse um suspiro de alivio, afinal ela mais a morte do que qualquer outra coisa nesse mundo.
             Torb colocou as mãos nos bolsos da calça jeans azul que vestia, passando-as pela blusa vermelha de manga curta, e se virou para sair da Arena.
             Até mesmo o Juiz ficara em silêncio junto com o resto da plateia, Saria então percebeu, aquele foi o único movimento que havia feito durante a batalha e estava com nenhum arranhão no rosto ou nos braços expostos.
             Depois de um momento de surpresa, todos gritaram eufóricos e a voz do Juiz, rouca e alta, "Muito alta por sinal" veio em meio aos gritos.Saria olhou para cima e percebeu que a caixa de som que ligava ao microfone estava acima dela e então suspirou "Eu sempre escolho os melhores lugares para me enfiar."
             O Juiz começou a dizer o quanto a luta anterior havia sido magnifica e o quanto a próxima também haveria de ser.
              -Muito bem - Gritou ele através do microfone - A próxima luta se trata de uma rivalidade desde os primórdios de Zmik. De um lado temos Saria, a guerreira de Luz. - Com os gritos das pessoas a garota entrou pela direita da Arena, passando por grades de metal tão finas que não se podia percebe-las de onde estava na escada. - E do outro temos String, o guerreiro das Trevas.
            O adversário entrou pela esquerda, vestia um capuz que cobria todo o seu corpo inclusive a cabeça, o que fez Saria tremer um pouco, mas ela não tinha tempo para isso, tinha coisas para fazer e promessas para cumprir, então cruzou as mãos na frente do rosto branco, os dedos iluminado-se com uma agitação estranha e a única coisa da qual pensava era em seu amigo que não estava mais ali, e na vingança que ainda unia suas almas.

Primeira Música da história.

              Eu colocarei algumas explicações do porque da escolha de algumas músicas serem selecionadas após os capítulo, porém esta, se auto explicará no final. A música é a versão da Emily Browning de "Sweet Dreams".










2 comentários:

  1. Gostei muito desse prólogo, no sentido de que instiga o leitor a saber o que está por vir. Penso que é necessário corrigir uns errinhos de estrutura textual em alguns parágrafos e outros de pontuação e gramática, mas isso uma releitura e a ajuda de um revisor (que à época da publicação você deve solicitar) devem te ajudar. Gostaria de saber, talvez porque ainda não li os demais capítulos, mais sobre esse planeta e se nos próximos capítulos você o descreve, além de seus costumes, como por exemplo o fato de o guerreiro vencedor usar calças jeans e a Saria usar uma armadura, mas o Torb não... Eles fabricam roupas como da Terra lá nesse planeta? adotaram um costume de usá-las por que tiveram contato com nosso planeta? Ah acho que seria legal ela poder ser capaz de reparar na roupa e nas características do Elétrico quando ele cai no chão aliviado por não estar morto, já que ela não reparou antes porque ele estava desviando dos ataques (a não ser, claro, que depois ela o encontre eventualmente nos corredores do War of Fifty). Enfim, fiquei pensando nessas coisas, mas acho que acertando esses passos tem muito futuro essa história!

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  2. Sim, os costumes do planeta iram ser aprofundados um pouco mais depois da parte dois e cada nação será explicada separadamente. Quanto a revisão, sim isso é algo que tenho que fazer, eu só li uma vez depois que escrevi até agora :s

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